21/07/2007

Os muçulmanos e sua culinária



Mais de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo são muçulmanas, ou seja, seguem o Islamismo, uma religião tão antiga quanto o Cristianismo, com cerca de 1.500 anos, revelada por Maomé, profeta de Alá. Os muçulmanos seguem o Alcorão, o livro sagrado que contem a última mensagem revelado por Deus ao profeta Maomé por intermédio do anjo Gabriel.Os muçulmanos acreditam em um único Deus (“Não há outro deus senão Alá e Maomé é seu profeta”), em anjos, profetas, no fim do mundo e no juízo final, quando todos os homens prestarão conta de seus atos a Deus, que tem autoridade no destino e na morte do homem.
Para eles esta vida é uma provação para uma próxima no reino de Deus. Os povos muçulmanos se desenvolveram, historicamente, da África do norte e península Ibérica ao Oriente Médio e Ásia Central. Quanto a sua alimentação, no início as tribos nômades consumiam os alimentos que podiam ser carregados, como os cereais e os animais que podiam viajar, como as cabras, carneiros e os camelos.
Ao longo dos anos, eles passaram a adicionar os vegetais à sua dieta. O pão, feito com trigo, água e pouco sal, é uma constante na alimentação dos muçulmanos que o consomem com todos os outros pratos. Os grãos, como favas, grão-de-bico, lentilha, ervilha, trigo, entre outros, são muito utilizados. Todos combinados com verduras, legumes e até frutas como romãs, damasco, figos, tâmaras e frutas secas.
Quanto as carnes, são consumidas principalmente o carneiro, a cabra e peixe, com uma grande variedade de tempero, como o “snubar”, uma semente extraída do cedro do Líbano. Certos alimentos são proibidos aos muçulmanos, como a carne de porco e de todo animal que morreu devido a causas naturais ou foi morto por algum animal, assim como o sangue e as bebidas alcoólicas. Entre os hábitos alimentares dos muçulmanos está o de só comer com a mão direita e todo convidado a entrar em sua casa e compartilhar uma refeição, deve retirar os sapatos, sentar-se no chão e ter o cuidado de não deixar a sola do sapato apontando para outra pessoa.
Durante o mês do Ramadã, nono mês do calendário Islâmico quando foi revelado o Alcorão, os muçulmanos estão proibidos, por uma lei civil e religiosa, de comer, beber água e fumar antes que o sol se ponha. Também é durante este mês que o estilo de vida dos muçulmanos sofre uma grande transformação e as noites ganham um aspecto festivo. Os preparativos para este período começam dois meses antes, com o arrependimentos pelas faltas cometidas e também preparando o corpo físico para suportar o jejum.
Na Idade Média os muçulmanos foram fundamentais para o desenvolvimento da humanidade em várias áreas – matemática, arquitetura, astronomia, navegação, medicina -, sendo responsáveis, entre outras coisas, pela introdução do papel na Europa e da idéia hindu do zero e dos números no sistema decimal não é de hoje que os sabores de sua culinária conquistaram definitivamente o paladar universal. Com as delícias de suas esfihas, kibes, tabules, pistache, hortelã e tantos outros quitutes nem toda irracionalidade cometida por fanáticos religiosos, políticos ditatoriais ou qualquer outra insanidade consegue diminuir a importância, tanto passada quanto presente dos muçulmanos, na nossa mesa e fora dela.
Kibe cru

Ingredientes
1quilo de carne moída (patinho)
½ quilo de trigo para kibe
cebola cortada em rodelas
hortelã, sal e pimenta síria
Modo de fazer
Deixe o trigo de molho em água por 4 horas antes de fazer o kibe. Depois ele deve ser colocado num pano e torcido até ficar quase seco. Em seguida, misture-o com a carne moída e passe os dois ingredientes no moedor. Depois passe a cebola e o hortelã no moedor e misture tudo com as mãos, acrescente sal, azeite pimenta a gosto.


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